segunda-feira, 27 de outubro de 2008

murketing!?


já ouviu falar no marketing que vem das ruas? atento a esse movimento o jornalista do New York Times, Rob Walker, lançou o livro Buying In, algo como “Comprando a idéia”, onde defende que os consumidores de hoje nunca estiveram tão predispostos ao consumo nem se engajaram de maneira tão intensa na construção das marcas.

esse novo comportamento, chamado por ele de murketing, seria a união das palavras “marketing” e “murby”(nebuloso em inglês). o termo, segundo o autor, sintetiza um pensamento de que as marcas se dedicam a construir uma relação de cumplicidade com o consumidor , em que as armas mais eficazes passam longe de campanhas convencionais na TV.

segundo Walker, algumas marcas já perceberam essa tendência e estão adotando táticas analisando os sinais vindos das ruas e optando por mensagens mais sutis em suas estratégias de persuasão. um exemplo citado sempre nas suas entrevistas é o da marca All Star.
a empresa ganhou fama no começo do século 20, através do jogador profissional de basquete chamado Chuck Taylor, tornando-se um dos primeiros atletas a fazer propaganda de um produto. logo a Converse se tornou líder em calçados esportivos. com a chegada de grandes marcas nos anos 80 como Nike, por exemplo, onde o principal atrativo era a tecnologia, a Converse foi perdendo mercado chegando quase a sua falência. o que salvou a Converse foi o fato de, aos poucos, os próprios consumidores começarem a associar o All Star a uma aura de contestação e descompromisso, e foi o motivou que levou a Nike a adquirí-la em 2003.

com a fama de “descolada”, a Converse alcançou novos públicos e se manteve no mercado. hoje, a própria empresa se vale desta imagem em suas campanhas, com a contratação de ídolos como Julian Casablancas, vocalista da banda Strokes. segundo Walker, as empresas precisam estar atentas aos grupos de consumidores que inesperadamente podem dar sentido a um produto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Alecrim Blue Lagoon

sensoriais que somos, demoramos a optar por um único cheirinho. mas, agora quem nos visitar vai compartilhar os benefícios do aroma do nosso ambiente: Alecrim Blue Lagoon.
Alecrim , sob o domínio do Sol , é uma planta que ama o calor e a vida. ele aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, anti-reumático.

o Alecrim é um "costurador do Plexo solar".
ele restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho aos que lidam muito com o mental racional, é uma das ervas que ajuda na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais.

ajuda também muito as crianças com uma estrutura emocional passiva, as que não respondem de forma concreta às agressões da vida. aumenta a capacidade de aprendizado. é a planta chave da falta de auto estima.

atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. é a erva da coragem.

para os gourmets, alecrim deve ser inserido na alimentação dos passivos, tímidos, e nas pessoas que têm um constante desgaste de energia. também pode ser usado em qualquer molho branco ou vermelho, para massas e lasanhas.

receitinha:
vinho com alecrim
coloque alguns galhinhos de alecrim fresco em um bom vinho tinto e deixe macerar durante 21 dias bem fechado com parafina na rolha. guarde em lugar escuro, deitado. quando passar esse tempo, coe e acrescente mel puro à gosto ( o mel é opcional). sirva pequenos cálices antes do jantar. além de ser ótimo para a digestão, ajuda a clarear as idéias para um novo dia de trabalho.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

cor: verde radical

só li hoje a matéria do dia 17 de outubro do NYT::completely unplugged: fully green.
verde radical::de um colecionador do próprio lixo a uma mãe que priva o filho do treino de futebol para não emitir monóxido no caminho para o campo.
vale a leitura, anyway.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

brechós virtuais


já pensou vender as roupas que você adora, que estão em ótimo estado mais que você não agüenta mais ver na frente? pois é, várias mulheres que adoram consumir, como nós, constataram que para comprar mais necessitavam abrir espaço para o novo.
o movimento intitulado de brechó virtual é um sucesso. por meio de blogs muitas mulheres vendem roupas e acessórios que estão encostados sem nenhuma utilidade. ao contrário do que muitos possam pensar, as roupas foram pouco usadas e estão em ótimo estado. aliás, muitas de grife já que as blogueiras são verdadeiras consumidoras. já existem cerca de 300 endereços na internet em todo Brasil.
as roupas geralmente são vendidas através de sistemas seguros de pagamento como cartão de crédito ou mesmo boleto bancário e ainda garante o bloqueio do valor caso o produto não chegue via correio dentro do prazo.
tendência forte na Europa, comprar roupa usada também se tornou uma maneira de estimular o consumo consciente. aqui no Brasil um pouco tímido, porém aos poucos conquistando muitos adeptos. que tal?

cine-à-porter: inútil

queremos propor um primeiro título para a estréia do nosso cine-à-porter:

Inútil.

o docudrama do diretor chinês Jia Zhang-Ke trata de três aspectos distintos da moda e confecções. sobre quem as faz e quem as veste.

sob o calor da cidade de Cantão e o som repetitivo das máquinas, mulheres trabalham em uma fábrica de tecidos.

em meio aos utensilios de costura, seus rostos carregam a incerteza do futuro. No inverno de Paris, a estilista Ma Ke apresenta sua nova marca, intitulada Wu Yong (Inútil). Suas roupas feitas à mão criticam de forma conceitual o mercantilismo da moda. Na empoeirada Fenyang, uma alfaiataria recebe mineradores que vão reparar os uniformes e trocar conversas. As roupas, por sobre a pele, carregam a memória de quem as faz e de quem as veste.
melhor documentário na mostra Orizzonti do Festival de Veneza 2007.





please, vamos lotar nossa sessão! juli@brandaporter.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

speakeasies

das dicas surpreendentes do Rodrigo: Jazz nos Fundos tem todo o jeito dos bares clandestinos que caracterizaram o início da historia do jazz nos Estados Unidos, após a implementação da “Lei Seca”. músicos e público encantados com a música mais popular e contraditória da época confraternizavam nos speakeasies para beber álcool ilegal, apreciar performances, se divertir e se relacionar, compor, criar.

Jazz nos Fundos recorda esse ambiente com naturalidade. percorre-se um corredor, circula-se entre carros e lá aos fundos de um estacionamento em Pinheiros chega-se a improvável entrada de um dos melhores ambientes jazzísticos na capital paulistanas hoje.

público na faixa dos 30 / 50 anos. proibido fumar lá dentro e na volta pra casa a roupa ainda retém o aroma do amaciante!

na noite em que estive lá, tinha até uma bacia repleta de jaboticabas no balcão do bar que fizeram a alegria muitos trintões até o final das performances.

o clima é de intimidade e confraternização entre amigos mesmo os oportunamente reconhecidos pelo mesmo gosto. a decoração favorece o encontro: é desleixadamente composta a meia luz e sobre o palco o letreiro on air avisa sobre a atração em exercício ou não.

aliás, não vá sem antes checar a programação. sabe-se lá porque há noites com espetáculos de dança. nada contra. mas sair para ouvir jazz e acabar em flamenco...

cinema sob demanda

a MovieMobz se intitula a primeira comunidade on line a permitir que você programe a sessão do filme que deseja assistir na sala de cinema.

cerca de 150 salas de cinema em 19 cidades em todo o Brasil aderiram à proposta e abriram espaço para votação pública em títulos de filmes que os usuários desejam ver ou rever. valem filmes em estréia e programação vigentes em grandes centros, que muitas vezes não chegam às cidades menores, e também obras clássicas e independentes digitalizadas e disponíveis no catálogo MovieMobz. paga-se como uma sessão comercial das salas em questão.

aqui em Florianópolis, o Arco-Iris Cinemas do Shopping Beiramar é associado e apesar das reclamações constantes dos cinéfilos que conhecemos sobre a ausência de títulos de arte, alternativos, intelectuais, clássicos e afins, nenhum dos pedidos para sessões recebeu mais do que uma dúzia de adeptos por aqui.

vamos nos mobilizar pra criar sessões sob medida na Ilha?
quem tiver interesse, escreva para juli@brandaporter.com.br e organizamos títulos e enviamos e-mails de avisos para votação.

beijo