optamos por papel translúcido e impressões frente e verso que se sobrepõem e compõem uma terceira
embalagem e adesivo para CDcomposição de estampas da coleção verão 2009
quando finalizávamos o conceito da campanha de verão 2009 Dunlop em maio, nos deparamos com meia dúzia de editoriais gringos – dazed&confused, numero, pop e uma matéria sobre o concurso da Mercedes-Benz - e com o ensaio de capa da nacional Key de junho trazendo uma idéia muito semelhante: a arte da holandesa Anna Ter Haar como filtro em projeções que tingem concreto e pele. euforia pelo inconsciente coletivo, porém com timing um pouco retardado talvez impresso pelo cotidiano da cidade em que vivemos. E isso não e de longe uma crítica.
em um fim de semana, repensamos e criamos um conceito apoiado na brincadeira pueril de colorir trazida como um anseio adulto de compartilhar boas sensações, idéias e, enfim, realizá-las.
coloring life
conceito Brand-à-Porter
redação Eduardo Reckziegel
equipe de criação Dunlop Mayná Quintana e Juliana Fernandes
fotografia Fábio Bartelt
styling Márcio Banfi
make&hair Theo Carias
casting Way Model Daulana, Gustavo Preto, Laura de Lannoy
da Folha on line:visão aérea de praça na cidade de Weilheim, na Alemanha, pintada com uma reprodução da obra "Praça Weilheim-Maria", do expressionista russo Vasily Kandinsky. cerca de 500 pintores amadores e cidadãos de Weilheim fizeram nos 2.100 metros quadrados da praça a maior cópia de uma obra de Kandinsky no mundo.
em 2001 e 2002, a BMW teve a sacada de criar curtas virtuais dirigidos por cineastas contemporâneos e célebres cujos protagonistas eram os próprios produtos. uma grande idéia, depois copiada pelo Banco do Brasil em 2004, e que me lembra os filmes da Cartier que vi recentemente.
todos os episódios sempre estiveram disponíveis na web, mas o desejo os reuniu em caixas especiais para venda off line.
cada um deles tem características peculiares de seus respectivos autores e também das máquinas em questão.
voltando ao Banco do Brasil e à Cartier: desenvolver peças de entretenimento com real brand sense é definitivamente uma nova arte a ser explorada como ferramenta de comunicação. uma arte acessível em favor do capitalismo...
no caso de Cartier, a única seqüência que me atinge é a do beijo e quem já viveu aquele beijo também se sentira igualmente envolvido.
indo ainda mais longe nas memórias, em 1999 (quase uma década!), tive um primeiro contato com o trabalho que desenvolvemos aqui na Brand-à-Porter sem fazer idéia de que esse seria meu futuro-presente.
Sensation (espetacular essa confluência de informações, idéias, palavras!) estava exposta no Brooklyn Museum of Art e corria o risco de ser retirada pela polêmica das obras que ofendiam religiosos e puritanos. um coletivo de jovens britânicos que incluía o aterrorizante painel retrato da assassina de crianças Myra Hindley composto de impressões de mãos infantis; o tubarão inerte de Damien Hirst, The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, móveis orgânicos que mudavam de cor de acordo com a temperatura do corpo dos visitantes e o curioso Everyone I Have Ever Slept With 1963-1995, de Tracey Emin.
enfim, são 110 obras inesquecíveis e transformadoras de 42 artistas. e que vão contribuir para a leveza de um book de produtos que estamos projetando. from sensation to present!
de quando em vez, minhas memórias visuais misturam e conectam lembranças, idéias e referências. hoje estávamos discutindo uma instalação sensorial que projetamos em parceria com a cenógrafa Eve Lise Machado para um evento.
obra definida.
pensamos, então, que ela precisava de um nome e em que referências iríamos atribuir a ela.
boa essa sensação.
não tínhamos referências, se tratava de um verdadeiro processo de criação. foi quando esmiuçando uma textura, me vieram os azuis de Matisse (Henri); Hockney(David) e as possibilidades diversas de suas superfícies líquidas. imediatamente revi as pinturas de ambos e desconstruções do segundo que tínhamos aqui no banco de refs. eis que me levou ainda mais longe: às exposições lomo. comparem. depois desenvolvo.
beijo
lembrei imediatamente da minha rápida passagem por Londres em maio em que presenciei vários sinais dos grün, traduzindo os guerrilheiros jardineiros de quem a Adidas se apropriou do conceito e só reinterpretou a inspiração real usando a língua matriz.
por aqui a idéia se restringe as páginas de revistas. e a ação a comentar a idéia.
sensoriais que somos, lamentamos e não desistimos de trazer mais movimento as propostas puramente visuais.
beijoviciamos nas edições especiais more intelligent life da The Economist.
junto com a monocle, das prediletas contemporâneas internacionais que aguçam os sentidos com conhecimento de ideias sociais, de bem-estar, consumo, artes, letras.
os sites de ambas sempre trazem uma amostra das edições, mas são dessas publicações que valem colecionar.